TJRJ anula sessão que elegeu novo presidente da Alerj
A TV Globo apurou que o deputado Douglas Ruas (PL) já foi notificado da decisão. Presidente em exercício do TJRJ entendeu que a eleição na Alerj só poderia ser iniciada após a retotalização dos votos pelo TRE, conforme determinação do TSE que cassou o mandato de Rodrigo Bacellar.
Por André Coelho Costa, RJ2 e g1 Rio
26/03/2026 18h51 Atualizado há 14 minutos
Douglas Ruas durante eleição da Alerj nesta quinta-feira (26) — Foto: g1
Douglas Ruas durante eleição da Alerj nesta quinta-feira (26) — Foto: g1
O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) anulou, na noite desta quinta-feira (26), a sessão que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). O parlamentar já foi notificado da decisão.
A medida foi tomada poucas horas após a realização da sessão extraordinária, convocada pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL), no fim da manhã.
A decisão liminar foi concedida pela presidente em exercício do TJRJ, desembargadora Suely Lopes Magalhães, que determinou a suspensão de todos os atos e decisões da sessão e manteve Delaroli na presidência da Casa.
"(...) determino a SUSPENSÃO DA EFICÁCIA DOS ATOS PRATICADOS, mantido na direção superior da ALERJ o Presidente que se encontrava em exercício quando da deflagração do processo.”
Na decisão, a magistrada entendeu que o processo eleitoral na Casa só poderia ser iniciado após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na decisão que cassou o mandato do então presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar.
“A cronologia lógica a ser observada no cumprimento da decisão da Justiça Eleitoral é inequívoca: primeiro retotalizar os votos, para assegurar a legitimidade da composição da Casa Legislativa e, assim, a higidez do colégio eleitoral e do próprio sufrágio interno que se avizinha; e só então deflagrar o processo eleitoral.”
A magistrada ressaltou que o processo eleitoral deflagrado pela mesa diretora, sem o cumprimento integral da decisão do TSE, interfere, não só na escolha do novo presidente da Alerj, como, na definição daquele que irá assumir como governador do RJ.
Fonte: G1
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