A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta terça-feira (12) que já confirmou 11 casos de hantavírus ligados ao surto no navio de cruzeiro MV Hondius, incluindo três mortes. Apesar do aumento no número de infectados, a entidade disse que não há sinais de uma disseminação maior da doença neste momento.
O anúncio foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva em Madri.
“Não há sinais de que estejamos vendo o início de um surto maior”, afirmou Tedros. Ele ponderou, porém, que a situação “pode mudar” nas próximas semanas por causa do longo período de incubação do vírus.
De acordo com a OMS, nove dos 11 casos já confirmados são da cepa Andes do hantavírus — uma variante rara que pode ser transmitida entre pessoas em situações específicas de contato próximo.
O hantavírus normalmente é transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados.
A doença costuma provocar sintomas como febre, calafrios e dores musculares, mas pode evoluir para insuficiência respiratória grave. Segundo a OMS, os sintomas podem aparecer entre uma e oito semanas após a exposição ao vírus.
Fonte: G1
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