Um novo capítulo no combate ao Alzheimer começa a ser escrito no Brasil. O medicamento Leqembi (lecanemabe), considerado um dos avanços mais importantes da medicina nos últimos anos para o tratamento da doença, deve chegar ao país em junho de 2026 após aprovação da Anvisa.
A medicação é indicada para pacientes que estão nos estágios iniciais do Alzheimer e atua retardando a progressão da doença. Especialistas destacam que, embora o remédio não represente uma cura, ele pode ajudar a desacelerar a perda de memória e o comprometimento cognitivo, oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes.
O Leqembi funciona combatendo placas de proteína beta-amiloide no cérebro, apontadas como uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento do Alzheimer. Estudos internacionais mostraram resultados positivos ao reduzir o avanço da doença em parte dos pacientes acompanhados.
A chegada do medicamento ao Brasil é vista como um marco histórico para a neurologia e reacende a esperança de milhões de famílias que convivem diariamente com os desafios causados pelo Alzheimer.
Apesar do avanço, médicos alertam que o tratamento exige acompanhamento rigoroso, exames específicos e avaliação especializada, já que nem todos os pacientes poderão utilizar a medicação. O custo também deve ser elevado nos primeiros meses de comercialização.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta principalmente idosos, impactando memória, comportamento e capacidade de realizar atividades do dia a dia.
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