Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) em conjunto com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) revelou a existência de um elevado número de servidores comissionados que não exerciam efetivamente suas funções em secretarias do estado do Rio de Janeiro no governo Cláudio Castro (PL). Em algumas pastas, o percentual de funcionários considerados “fantasmas” chegou a aproximadamente 80% do quadro de comissionados.
O levantamento foi realizado por meio do cruzamento de informações de acesso aos sistemas eletrônicos do governo com os registros de entrada e saída dos prédios públicos. A ausência de qualquer registro de atividade levou à identificação dos servidores que, segundo a auditoria, não desempenhavam suas funções. Os ocupantes desses cargos foram exonerados.
Trabalho e Renda lidera irregularidades
Entre os órgãos analisados, a Secretaria de Trabalho e Renda apresentou o maior percentual de servidores considerados fantasmas: 78% dos comissionados não apresentavam indícios de exercício funcional.
Na sequência aparecem as secretarias de Esporte e Lazer, com 75%, e de Turismo, com 73%. A auditoria também apontou índices superiores à metade do quadro nas secretarias de Ciência e Tecnologia (65%), Agricultura (65%), Assistência Social (59%) e Casa Civil (58%). Na Secretaria de Saúde, o percentual identificado foi de 46%.
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