Levantamento aponta o presidente à frente no cenário geral e mostrando avanço expressivo em regiões estratégicas como o Sudeste, Norte e Centro-Oeste.
Uma nova pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou seu favoritismo em diversos segmentos do eleitorado e venceria o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 45% a 37% em uma simulação de segundo turno.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 10 e 13 de julho.
Virada em regiões decisivas
Além da liderança na média nacional, a pesquisa mostrou mudanças significativas em regiões consideradas chaves para a eleição:
Sudeste (maior colégio eleitoral do país): Lula alcançou 40% contra 37% de Flávio. Embora o resultado configure empate técnico dentro da margem de erro, o dado representa uma grande virada em relação a abril, quando o senador liderava a região por 12 pontos.
Norte e Centro-Oeste: Em março, Flávio Bolsonaro mantinha uma vantagem de 15 pontos. Agora, o cenário se inverteu: Lula lidera com 14 pontos de frente.
Nordeste: O PT mantém sua histórica força na região, com uma diferença a favor de Lula que chega a 26 pontos.
Sul: Flávio Bolsonaro preserva o favoritismo na região Sul, mas a distância em relação ao presidente encolheu de 25 pontos em abril para 13 pontos agora.
Como pensa o eleitor por gênero e idade?
A pesquisa também detalhou o comportamento dos eleitores por perfil demográfico:
Mulheres: Lula lidera com folga por 47% a 34%.
Homens: O eleitorado masculino, que anteriormente apontava maior apoio a Flávio, agora mostra Lula numericamente à frente, com 44% contra 40%.
Idade: O presidente lidera no grupo de 35 a 59 anos e abre 17 pontos de vantagem entre os eleitores com 60 anos ou mais. Entre os mais jovens, há empate técnico, com 42% para Lula e 40% para Flávio.
Avanço entre eleitores independentes
Outro ponto destacado pelo levantamento é o crescimento de Lula entre os eleitores que se declaram independentes (sem preferência partidária fixa).
Nesse grupo, o presidente registra 40% das intenções de voto, enquanto seu adversário contabiliza 27%.
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