MP-RJ move ação contra sete ex-assessores de Carlos Bolsonaro por "rachadinha".
Promotoria pede a devolução de R$ 1,8 milhão aos cofres públicos e a suspensão dos direitos políticos dos acusados, incluindo o ex-chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) ingressou com uma ação de improbidade administrativa contra sete pessoas que atuavam no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro.
Entre os alvos da nova medida está o ex-chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes, e outros seis ex-assessores, acusados de integrarem um esquema popularmente conhecido como "rachadinha".
A nova ação se soma ao processo criminal em que os investigados já se tornaram réus no mês passado, sob as acusações de organização criminosa e desvio de verbas públicas.
Como funcionava o esquema
Segundo as investigações do MP-RJ, o esquema teria operado ao longo de 16 anos, entre 2005 e 2021.
Nesse período, Jorge Luiz Fernandes teria recebido transferências financeiras sistemáticas de diversos assessores parlamentares nomeados no gabinete.
A apuração aponta ainda que a esposa de Fernandes, Regina Célia, também participava ativamente da arrecadação e do recolhimento dos valores repassados pelos servidores.
O que o Ministério Público pede à Justiça:
Ressarcimento: Devolução de mais de R$ 1,8 milhão aos cofres públicos;
Perda de direitos: Suspensão dos direitos políticos dos envolvidos;
Penalidades: Pagamento de multa civil e sanções administrativas.
O que dizem as defesas
Em nota enviada à GloboNews, a defesa de Jorge Luiz Fernandes e Regina Célia informou que o processo corre sob segredo de Justiça e que demonstrará o erro da acusação diretamente nos autos do processo.
Carlos Bolsonaro não figura na lista de réus desta ação específica. As investigações em relação ao ex-vereador por suspeita de envolvimento no esquema continuam em andamento. Sua defesa foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem.
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