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02/08/2026 15:53 | Articulistas

ENQUANTO OS PODEROSOS DISPUTAM O MAPA, A HUMANIDADE PERDE O CHÃO

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Talvez o fim do mundo não comece com uma explosão.

Talvez comece numa sala silenciosa, protegida por paredes espessas, onde homens engravatados observam mapas digitais e transformam cidades inteiras em pontos luminosos. Ali não se escuta o choro das crianças, não se conhece o nome dos desalojados e não se sente o vazio de uma família que perdeu a casa.

Há apenas coordenadas, relatórios, objetivos estratégicos e uma linguagem cuidadosamente fabricada para tornar a violência administrável.

Morrer passa a ser “causar uma baixa”. Destruir uma cidade transforma-se em “neutralizar uma posição”. Invadir um território recebe o nome de “operação especial”. A fome converte-se em “insegurança alimentar”. As pessoas desaparecem por trás das palavras.

É assim que o poder protege a própria consciência: primeiro retira o rosto da vítima; depois, retira-lhe o nome; por fim, transforma sua existência numa estatística.

Quando se pergunta quem coloca o mundo em perigo, a resposta mais fácil seria produzir uma lista de homens maus. A realidade, entretanto, não cabe em caricaturas. Existem governantes com responsabilidades concretas e poderes extraordinários, mas há também estruturas militares, econômicas e tecnológicas que sobrevivem a presidentes, aiatolás, primeiros-ministros e generais.

Não se trata de afirmar que todos os lados são moralmente iguais. Não são. O agressor não se torna vítima apenas porque possui uma narrativa própria. A vítima também não recebe autorização para praticar qualquer ato em nome do sofrimento experimentado.

A análise séria exige distinguir responsabilidades sem perder de vista um princípio elementar: nenhuma bandeira torna a vida de um civil menos valiosa.

O HOMEM NO KREMLIN

Vladimir Putin é um dos nomes inevitáveis desta reflexão.

A invasão em larga escala da Ucrânia, iniciada pela Federação Russa em fevereiro de 2022, permanece como uma das principais fontes de instabilidade mundial. Até o primeiro semestre de 2026, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos havia verificado pelo menos 16.431 civis mortos e 48.613 feridos desde o início daquela fase da guerra, ressaltando que os números reais provavelmente são superiores aos casos confirmados (UNITED NATIONS HUMAN RIGHTS MONITORING MISSION IN UKRAINE, 2026).

Putin não representa perigo por ser russo. O povo russo não pode ser responsabilizado coletivamente pelas decisões do Kremlin.

O perigo reside na concentração do poder político, na continuidade de uma guerra que atravessa fronteiras internacionalmente reconhecidas e na combinação entre operações militares permanentes e um dos maiores arsenais nucleares do planeta.

Também seria incompleto examinar apenas os atos russos e ignorar a progressiva militarização da política internacional. A resposta à agressão tornou necessário proteger a Ucrânia, mas a transformação de toda controvérsia em disputa existencial aumenta o risco de erro, acidente ou escalada.

A guerra não precisa ser desejada por todos para começar. Basta que um governante a deseje e que os demais não consigam contê-la.

O PODER DE WASHINGTON

Donald Trump ocupa a Presidência dos Estados Unidos, país que reúne poder militar, econômico, tecnológico e diplomático capaz de alterar simultaneamente os rumos de diversos conflitos.

Esse poder não é, por si só, ilegítimo. Torna-se perigoso quando decisões capazes de atingir milhões de pessoas dependem excessivamente da vontade pessoal de um governante, sem controles institucionais proporcionais às consequências.

Em julho de 2026, Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discutiram alternativas relacionadas ao programa nuclear iraniano. Segundo um alto funcionário israelense ouvido pela Reuters sob condição de anonimato, as possibilidades examinadas incluíram negociação diplomática, pressão econômica e emprego da força militar. A mesma fonte afirmou que Netanyahu não teria pressionado por uma escalada imediata, razão pela qual a informação deve ser apresentada como relato de uma autoridade não identificada, e não como fato demonstrado por documento público (SPETALNICK, 2026).

A circunstância revela algo maior do que a relação entre dois governantes: algumas poucas pessoas ainda possuem poder suficiente para decidir se o mundo acordará sob negociação ou bombardeio.

Os Estados Unidos podem atuar como potência estabilizadora, mediadora e garantidora de acordos. Podem, igualmente, ampliar conflitos, enfraquecer instituições internacionais ou substituir a diplomacia por ultimatos.

A questão não é ser favorável ou contrário aos Estados Unidos. A questão é reconhecer que, quanto maior o poder de uma nação, maior deve ser a fiscalização jurídica e democrática sobre seu uso.

NETANYAHU, HAMAS E A HUMANIDADE APRISIONADA

Benjamin Netanyahu tornou-se uma das figuras centrais do conflito contemporâneo no Oriente Médio. O direito de Israel à existência e à segurança de sua população não é discutível. Isso não significa, contudo, que todas as ações de seu governo sejam automaticamente legítimas ou estejam acima do direito internacional.

Em 31 de julho de 2026, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou que operações militares israelenses, ataques, restrições de acesso e violência de colonos continuavam produzindo mortes, destruição e deslocamentos nos territórios palestinos ocupados. Em Gaza, 67% da população ainda enfrentava níveis elevados de insegurança alimentar aguda, enquanto a escassez de medicamentos e equipamentos comprometia o tratamento de diversas doenças (UNITED NATIONS OFFICE FOR THE COORDINATION OF HUMANITARIAN AFFAIRS, 2026).

Esses dados não autorizam negar o sofrimento israelense.

O ataque de 7 de outubro de 2023, a morte de civis e a tomada de reféns pelo Hamas e por outros grupos armados constituem violações graves. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que, desde outubro de 2023, atuou como intermediário na devolução de 195 reféns — entre eles, 35 pessoas já falecidas — e na transferência de milhares de detidos palestinos. A organização reiterou a necessidade de cumprimento do direito internacional humanitário e de preservação da assistência humanitária (COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA, 2026).

Hamas não representa todo o povo palestino. Netanyahu não representa moralmente todos os israelenses. Criticar o Hamas não significa negar direitos aos palestinos; criticar o governo israelense não significa hostilizar o povo judeu.

A humanidade começa a desaparecer quando pessoas deixam de enxergar crianças e passam a enxergar apenas futuros inimigos.

Os reféns não podem ser utilizados como moeda de poder. A população civil de Gaza não pode ser tratada como extensão de um grupo armado. A segurança de israelenses e a liberdade dos palestinos não são objetivos incompatíveis. Pelo contrário: dificilmente uma existirá de forma duradoura sem a outra.

O CÍRCULO IRANIANO

Do outro lado da confrontação está a República Islâmica do Irã.

Segundo reportagem da Reuters, Mojtaba Khamenei foi instalado como líder supremo iraniano em 2026 com apoio da Guarda Revolucionária. A reduzida transparência sobre suas condições e sobre o processo decisório interno aumentou as incertezas num momento de elevada tensão regional (HAFEZI; MCDOWALL, 2026).

O perigo não decorre da religião islâmica nem do povo iraniano. Decorre da combinação entre concentração política, forças armadas paralelas, apoio a grupos atuantes fora das fronteiras iranianas, confrontação regional e ausência de transparência suficiente sobre o programa nuclear.

A Agência Internacional de Energia Atômica registrou que os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em fevereiro de 2026, levaram à interrupção das atividades de verificação no país. O organismo informou que, com exceção de uma instalação específica, não havia conseguido acessar diversas unidades declaradas nem verificar adequadamente a situação do material nuclear e das atividades de enriquecimento (AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA, 2026).

O documento não prova que o Irã esteja construindo uma arma nuclear. Prova algo igualmente preocupante: a fiscalização tornou-se insuficiente.

Bombardear instalações nucleares pode destruir equipamentos, mas também pode destruir os próprios mecanismos de verificação. Sem inspeção, cada parte passa a preencher o desconhecido com sua pior suspeita.

É nesse espaço entre o que não se sabe e o que se teme que as guerras costumam nascer.

XI JINPING E A ILHA QUE O MUNDO NÃO PODE PERDER

Na China, Xi Jinping comanda uma potência que já não aceita o papel secundário imposto ao país durante parte dos séculos XIX e XX.

A ascensão econômica e tecnológica chinesa não é, por si, uma ameaça. Nenhum povo está condenado à pobreza ou à subordinação para tranquilizar outras potências.

O perigo surge quando a disputa sobre Taiwan passa a ser acompanhada por exercícios militares cada vez mais próximos de um cenário real de bloqueio ou invasão. Em julho de 2026, a China realizou exercícios com fogo real em áreas do Estreito de Taiwan. O governo taiwanês classificou as manobras como provocação militar; Pequim, por sua vez, sustenta que Taiwan integra o território chinês (REUTERS, 2026a).

Taiwan não é apenas um pedaço de terra disputado. É uma sociedade com milhões de habitantes, instituições próprias e relevância central para cadeias tecnológicas mundiais.

Uma guerra naquela região poderia envolver China, Estados Unidos, Japão e outros países. Poderia atingir o comércio, o fornecimento de semicondutores e a estabilidade econômica mundial.

Mas o maior risco não é apenas econômico. É humano.

Quando o destino de milhões de pessoas se transforma numa questão de prestígio nacional, cada gesto de moderação passa a ser acusado de fraqueza. E, quando a prudência vira vergonha, a guerra começa a parecer demonstração de coragem.

KIM JONG UN E A PEDAGOGIA DO MEDO

Na Coreia do Norte, Kim Jong Un governa por meio de uma estrutura marcada pelo isolamento, pela centralização política e pela baixa transparência institucional.

Em julho de 2026, a agência estatal norte-coreana KCNA informou que o governo decidira fortalecer quantitativa e qualitativamente suas forças nucleares. A informação foi reproduzida pela Reuters, que a atribuiu expressamente à mídia estatal norte-coreana (REUTERS, 2026b).

Esse cuidado na atribuição é indispensável. Informações provenientes de agências oficiais de regimes fechados não devem ser tratadas como verificações independentes. Ainda assim, a declaração pública de expansão nuclear já possui significado político.

Kim afirma que as armas garantem a sobrevivência de seu país. Seus adversários alegam que precisam ampliar as próprias defesas por causa dessas armas. Cada lado utiliza o medo do outro para justificar aquilo que provoca ainda mais medo.

Assim se constrói uma corrida armamentista: ninguém confia em ninguém, e todos apresentam suas ameaças como formas de defesa.

O VERDADEIRO NOME DO PERIGO

Putin, Trump, Netanyahu, Mojtaba Khamenei, Xi Jinping e Kim Jong Un possuem responsabilidades distintas. Não devem ser igualados de maneira artificial.

Há, porém, um elemento que os aproxima: todos ocupam posições capazes de modificar a vida de milhões de pessoas muito além de suas fronteiras.

Ainda assim, o maior perigo talvez não seja um desses homens isoladamente.

O maior perigo é o sistema que lhes entrega instrumentos de destruição superiores aos mecanismos destinados a controlá-los.

Segundo o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo, os nove Estados detentores de armamentos nucleares continuaram modernizando seus arsenais. Em janeiro de 2026, o inventário global era estimado em 12.187 ogivas, das quais aproximadamente 4.012 estavam instaladas em mísseis ou aeronaves. Entre 2.100 e 2.200 encontravam-se em elevado estado de alerta operacional (STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE, 2026).

Não é necessário que um governante deseje o fim do mundo. Um alerta equivocado, um ataque cibernético, uma informação incompleta ou uma interpretação errada podem iniciar uma sequência que nenhum deles consiga interromper.

A tecnologia também passa a ocupar espaços para os quais o direito ainda não criou limites suficientes.

O International AI Safety Report 2026 registra que sistemas de inteligência artificial já são utilizados em fraudes, manipulação e operações cibernéticas. O relatório também aponta que modelos avançados podem fornecer informações relacionadas a riscos biológicos e químicos. Contudo, o próprio documento ressalta que muitos desses riscos permanecem incertos e que a existência de uma capacidade técnica não significa, automaticamente, que ela produzirá danos concretos (INTERNATIONAL AI SAFETY REPORT, 2026).

A inteligência artificial não possui ódio, nacionalidade ou ambição presidencial. O perigo está nas pessoas e instituições que a desenvolvem, comercializam ou militarizam sem transparência e sem responsabilidade proporcional ao risco.

Há, ainda, a ameaça que não aparece em uniformes.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente estima que as emissões mundiais anuais precisarão cair cerca de 55% até 2035, em comparação com 2019, para que o planeta permaneça numa trajetória compatível com o limite de 1,5°C. O organismo considera muito provável que esse patamar seja ultrapassado na próxima década (UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME, 2025).

Nesse caso, não há apenas um culpado.

A responsabilidade está distribuída entre governos que adiam decisões, empresas que transferem danos para as próximas gerações, setores econômicos que bloqueiam mudanças e sociedades que desejam consumo ilimitado num planeta limitado.

COMO PROTEGER A HUMANIDADE

A humanidade não será protegida por um novo império, por um líder providencial ou por uma arma supostamente perfeita.

Será protegida por limites.

Limites constitucionais ao poder de iniciar guerras. Fiscalização parlamentar sobre decisões militares. Tribunais independentes. Inspeções internacionais. Linhas permanentes de comunicação entre potências rivais. Redução verificável dos arsenais nucleares. Proteção de civis. Libertação de reféns. Acesso humanitário. Responsabilização por violações, independentemente da nacionalidade ou da bandeira do responsável.

Será protegida pela regulamentação da inteligência artificial em atividades de alto risco, pela manutenção do controle humano sobre decisões militares e pela proibição de sistemas autônomos decidirem, sozinhos, sobre a vida e a morte.

Será protegida por compromissos climáticos obrigatórios e mensuráveis, e não apenas por discursos proferidos diante de câmeras.

A paz não consiste em confiar na bondade dos governantes.

Consiste em construir instituições capazes de impedir que a falta de bondade de qualquer um deles destrua a vida de todos os demais.

O mundo não precisa escolher qual potência terá o direito de dominá-lo.

Precisa decidir se continuará permitindo que alguns homens disputem o mapa enquanto a humanidade perde o chão.

REFERÊNCIAS

AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA. GOV/2026/33: implementation of the NPT Safeguards Agreement and relevant provisions of Security Council resolutions in the Islamic Republic of Iran. Viena, 4 jun. 2026. Disponível em: https://www.iaea.org/sites/default/files/gov2026-33.pdf. Acesso em: 1 ago. 2026.

COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA. Israel and the occupied territories: release and transfer operations under ceasefire agreement completed. Genebra, 29 jan. 2026. Disponível em: https://www.icrc.org/en/news-release/israel-and-occupied-territories-release-and-transfer-operations-under-ceasefire-agreement-completed. Acesso em: 1 ago. 2026.

HAFEZI, Parisa; MCDOWALL, Angus. How the absence of Iran’s Mojtaba Khamenei is becoming a liability for the Islamic Republic. Reuters, Dubai, 10 jul. 2026. Atualizado em: 12 jul. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/world/how-absence-irans-new-supreme-leader-is-becoming-liability-islamic-republic-2026-07-10/. Acesso em: 1 ago. 2026.

INTERNATIONAL AI SAFETY REPORT. International AI Safety Report 2026. [S. l.], 3 fev. 2026. Disponível em: https://internationalaisafetyreport.org/publication/international-ai-safety-report-2026. Acesso em: 1 ago. 2026.

REUTERS. China begins two days of live-fire drills in Taiwan Strait. Pequim, 23 jul. 2026a. Disponível em: https://www.reuters.com/world/asia-pacific/china-announces-live-fire-drills-taiwan-strait-2026-07-23/. Acesso em: 1 ago. 2026.

REUTERS. North Korea decides on measures to expand nuclear forces, KCNA reports. Seul, 9 jul. 2026b. Disponível em: https://www.reuters.com/business/aerospace-defense/north-korea-decides-measures-expand-nuclear-forces-kcna-reports-2026-07-09/. Acesso em: 1 ago. 2026.

SPETALNICK, Matt. Trump and Netanyahu explored all Iran options including attack, Israeli official says. Reuters, Washington, 29 jul. 2026. Disponível em: https://www.reuters.com/world/middle-east/trump-netanyahu-explored-all-iran-options-including-attack-israeli-official-says-2026-07-29/. Acesso em: 1 ago. 2026.

STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE. Increasing focus on nuclear weapons amid heightened escalation risks: new SIPRI Yearbook out now. Estocolmo, 8 jun. 2026. Disponível em: https://www.sipri.org/media/press-release/2026/increasing-focus-nuclear-weapons-amid-heightened-escalation-risks-new-sipri-yearbook-out-now. Acesso em: 1 ago. 2026.

UNITED NATIONS ENVIRONMENT PROGRAMME. Emissions Gap Report 2025. Nairóbi, 4 nov. 2025. Disponível em: https://www.unep.org/resources/emissions-gap-report-2025. Acesso em: 1 ago. 2026.

UNITED NATIONS HUMAN RIGHTS MONITORING MISSION IN UKRAINE. Civilian casualties soar in Ukraine in the first half of 2026 amid escalating attacks and intensifying use of deadly weapons. Kyiv, 14 jul. 2026. Disponível em: https://ukraine.un.org/en/319320-civilian-casualties-soar-ukraine-first-half-2026-amid-escalating-attacks-and-intensifying. Acesso em: 1 ago. 2026.

UNITED NATIONS OFFICE FOR THE COORDINATION OF HUMANITARIAN AFFAIRS. Humanitarian Situation Report: 31 July 2026 — Occupied Palestinian Territory. Jerusalém Oriental, 31 jul. 2026. Disponível em: https://www.ochaopt.org/content/humanitarian-situation-report-31-july-2026. Acesso em: 1 ago. 2026.

JULIANO TOLEDO, ADVOGADO, PEDAGOGO, PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PÚBLICO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

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