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12/08/2026 11:48 | Política

O dramático fim do Balcão do Consumidor

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O que nasceu como uma proposta inovadora de atendimento ao cidadão em diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro como Campos dos Goytacazes transformou-se em um cenário de descaso e colapso socioeconômico.

O projeto Balcão do Consumidor, vinculado ao Procon do Estado do Rio de Janeiro, hoje encontra-se praticamente acabado, deixando um rastro de prejuízos para os colaboradores que mantinham o serviço em funcionamento.

​Funcionários contratados sob o regime CLT relatam estar há quase quatro meses sem receber salários.

Sem recursos para custear despesas básicas como água, luz, aluguel, condomínio e plano de saúde, muitos trabalhadores desenvolveram problemas de saúde e acumulam atestados médicos diante do desgaste emocional e financeiro.

Diante da gravidade e do descumprimento do contrato de trabalho, diversos profissionais já irão ingressar com pedidos de rescisão indireta na Justiça do Trabalho.

​Irregularidades e repasses milionários

​A gestão do Balcão do Consumidor é realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Pública (CPASC).

Recentemente, os pagamentos à entidade foram suspensos pelo Governo do Estado após uma avaliação técnica comprovar uma série de irregularidades na execução do contrato.

Apesar do bloqueio atual, a empresa já recebeu aproximadamente R$ 13 milhões em recursos públicos.

​Idealizado e aportado por Gutemberg Fonseca, atual candidato a deputado federal, o projeto era apresentado como uma vitrine de modernização no atendimento ao consumidor.

No entanto, diante do colapso da iniciativa, a postura adotada tem sido o distanciamento das demandas dos trabalhadores atingidos.

​Silêncio institucional

​Até o momento, não houve manifestação oficial ou suporte prestado aos funcionários por parte de Gutemberg Fonseca, da direção do Procon-RJ ou dos gestores do CPASC.

​

A ausência de um posicionamento e de um cronograma para a quitação das pendências trabalhistas expõe uma grave crise na gestão do convênio, deixando dezenas de famílias sem assistência e a população desassistida no serviço de proteção ao consumidor.

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💬 Comentários


Thereza em 12/08/2026 11:52

Absurdo