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13/08/2026 19:03 | Política

Operação Falso Grente prende suspeito em Campos

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​Operação 'Falso Gerente': Polícia Civil prende suspeito em Campos por golpe milionário e lavagem de dinheiro.

​Ação conjunta entre as polícias do RJ, AL e ES desarticulou grupo especializado em fraudes bancárias eletrônicas. Uma das vítimas teve prejuízo de R$ 200 mil.

​CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ).

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) prenderam, nesta quarta-feira (12), em Campos dos Goytacazes, um homem suspeito de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro.

​A prisão faz parte da “Operação Falso Gerente”, realizada de forma integrada com as Polícias Civis dos estados de Alagoas e do Espírito Santo. Ao todo, quatro mandados foram cumpridos: além do alvo de Campos, uma pessoa foi presa em São Gonçalo (RJ) e duas no Espírito Santo.

​Como funcionava o golpe do 'falso gerente'

​As investigações tiveram início no estado de Alagoas, após uma servidora pública ser vítima do esquema. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos agiam com alto nível de sofisticação e divisão de tarefas:

​O primeiro contato: Uma integrante da quadrilha ligava para a vítima fingindo ser sua gerente bancária, alertando sobre uma suposta "movimentação suspeita" na conta.

​A falsa equipe de T.I.: Em seguida, outra criminosa entrava em contato dizendo ser técnica do setor de Tecnologia da Informação (T.I.) do banco. Ela induzia a vítima a autorizar um acesso remoto ao seu aparelho celular.

​A transferência dos valores: Com o controle do aplicativo bancário, a quadrilha realizou uma transferência de R$ 200 mil para a conta de uma empresa usada como fachada pelo grupo.

​Empresa movimentou mais de R$ 5 milhões.

​Durante a apuração, os agentes identificaram três pessoas que cederam suas contas bancárias ("laranjas") para receber e movimentar os recursos desviados.

Também foi localizado o responsável pela empresa recebedora dos R$ 200 mil da servidora pública.

​A análise financeira revelou que a estrutura do grupo era ainda maior: a empresa utilizada no esquema movimentou mais de R$ 5 milhões. Os investigadores apontam fortes indícios de que o CNPJ era usado para lavar e ocultar dinheiro oriundo de golpes aplicados em diversos estados do país.

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