O Agosto Lilás é um mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Mais do que uma campanha, é um convite para olharmos com atenção para uma realidade que, muitas vezes, acontece de forma silenciosa, dentro de relacionamentos, famílias e espaços que deveriam representar segurança.
Quando falamos em violência, não estamos falando apenas de agressões físicas. A violência também pode aparecer nas humilhações, ameaças, controle excessivo, manipulação, isolamento, perseguição, chantagens, desvalorização e tentativas de diminuir a autonomia de uma mulher.
Na violência psicológica, por exemplo, nem sempre existem marcas visíveis no corpo, mas podem existir feridas profundas na autoestima, na confiança e na forma como a mulher passa a enxergar a si mesma. Aos poucos, ela pode começar a duvidar das próprias percepções, sentir medo, culpa e acreditar que não conseguirá sair daquela situação.
Por isso, precisamos parar de perguntar apenas: “Por que ela não vai embora?” e começar a perguntar: “O que faz com que seja tão difícil para ela sair?”
Existem vínculos afetivos, dependência emocional ou financeira, filhos, medo, ameaças, vergonha, esperança de mudança e tantos outros fatores envolvidos.
O Agosto Lilás também nos lembra da importância do acolhimento. Uma mulher em situação de violência não precisa de julgamento. Precisa ser ouvida, respeitada, orientada e fortalecida para reconstruir sua autonomia e reconhecer que nenhuma forma de amor deveria exigir que ela viva com medo.
Amor não controla.
Amor não humilha.
Amor não ameaça.
Amor não machuca.
Falar sobre violência contra a mulher é uma forma de prevenção. É ajudar outras mulheres a reconhecerem sinais, conhecerem seus direitos e compreenderem que pedir ajuda também pode ser o começo de uma nova história.
💜 Agosto Lilás: conscientizar, acolher e romper o silêncio também são formas de combater a violência.
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