Advogado que busca viabilizar candidatura de Garotinho votou por sua inelegibilidade quando era ministro do TSE
O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, atualmente trabalha na defesa do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) para viabilizar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.
No entanto, durante sua passagem pela Corte Eleitoral onde atuou como ministro substituto entre 2013 e 2017 e como titular até 2019, Gonzaga votou contra o político fluminense.
Nas eleições de 2018, Garotinho teve o registro barrado pelo TSE por unanimidade.
O impedimento decorreu de uma condenação criminal e de outra por improbidade administrativa relacionada ao projeto "Saúde em Movimento".
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o ex-governador atuou no direcionamento sem licitação da ONG Pró-Cefet, gerando um desvio apurado em R$ 234,3 milhões.
Durante o julgamento no TSE, em setembro de 2018, Admar Gonzaga destacou a gravidade do caso em seu voto:
"Muito além do favorecimento e do enriquecimento ilícito de terceiros, houve proveito próprio, porque ONGs que foram favorecidas fizeram aportes à campanha para candidatura à Presidência da República".
Decisão recente e cenário atual
A mesma condenação por improbidade administrativa volta a assombrar a tentativa de retorno de Garotinho ao Palácio Guanabara.
Após a perda de sucessivos recursos e o trânsito em julgado do processo, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ, determinou a execução da sentença.
A decisão prevê:
Suspensão dos direitos políticos: por 8 anos.
Ressarcimento ao erário: valor histórico fixado em R$ 234,4 milhões.
Sanções adicionais: proibição de contratar com o poder público e pagamento de multa civil.
A defesa liderada por Gonzaga tenta reverter os efeitos da decisão judicial para manter o nome de Anthony Garotinho na disputa eleitoral.
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