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16/08/2026 09:29 | Política

Advogado de Garotinho já votou pela sua inelegibilidade

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Advogado que busca viabilizar candidatura de Garotinho votou por sua inelegibilidade quando era ministro do TSE

​O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, atualmente trabalha na defesa do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) para viabilizar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro.

No entanto, durante sua passagem pela Corte Eleitoral onde atuou como ministro substituto entre 2013 e 2017 e como titular até 2019, Gonzaga votou contra o político fluminense.

​Nas eleições de 2018, Garotinho teve o registro barrado pelo TSE por unanimidade.

O impedimento decorreu de uma condenação criminal e de outra por improbidade administrativa relacionada ao projeto "Saúde em Movimento".

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o ex-governador atuou no direcionamento sem licitação da ONG Pró-Cefet, gerando um desvio apurado em R$ 234,3 milhões.

​Durante o julgamento no TSE, em setembro de 2018, Admar Gonzaga destacou a gravidade do caso em seu voto:

​"Muito além do favorecimento e do enriquecimento ilícito de terceiros, houve proveito próprio, porque ONGs que foram favorecidas fizeram aportes à campanha para candidatura à Presidência da República".

​Decisão recente e cenário atual

​A mesma condenação por improbidade administrativa volta a assombrar a tentativa de retorno de Garotinho ao Palácio Guanabara.

​Após a perda de sucessivos recursos e o trânsito em julgado do processo, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ, determinou a execução da sentença.

A decisão prevê:

​Suspensão dos direitos políticos: por 8 anos.

​Ressarcimento ao erário: valor histórico fixado em R$ 234,4 milhões.

​Sanções adicionais: proibição de contratar com o poder público e pagamento de multa civil.

​A defesa liderada por Gonzaga tenta reverter os efeitos da decisão judicial para manter o nome de Anthony Garotinho na disputa eleitoral.

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