16/12/2025 18:58 | Robótica

Mulher recupera parcialmente a visão após primeiro implante de córnea impressa em 3D do mundo

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Uma mulher que sofria de cegueira severa recuperou parcialmente a visão após passar por um procedimento inédito no mundo: o implante de uma córnea humana impressa em 3D. A cirurgia foi realizada em Israel e é considerada um marco histórico na medicina regenerativa e na oftalmologia.

Tecnologia inédita e personalizada


O implante foi desenvolvido a partir de uma biotinta composta por células do próprio paciente, combinadas com materiais biológicos que simulam a estrutura natural da córnea humana. Utilizando uma impressora 3D de alta precisão, os cientistas conseguiram criar uma córnea totalmente compatível, reduzindo drasticamente o risco de rejeição.

Diferente dos transplantes tradicionais, que dependem de doadores, a técnica permite a produção de córneas sob medida, o que pode revolucionar o tratamento de milhões de pessoas que aguardam por transplantes em filas ao redor do mundo.

Resultados animadores


Após o procedimento, os médicos confirmaram que a paciente apresentou recuperação parcial da visão, conseguindo identificar formas, luz e movimentos — um avanço significativo para quem antes não possuía percepção visual funcional.

Segundo a equipe médica, a expectativa é que, com o tempo e novas adaptações, a visão da paciente continue evoluindo, à medida que o organismo se adapta ao implante.


Esperança para o futuro

Especialistas afirmam que a córnea impressa em 3D pode representar uma solução definitiva para doenças como ceratocone, lesões graves, infecções e outras condições que levam à perda da visão.

Embora a tecnologia ainda esteja em fase experimental, os resultados iniciais são considerados extremamente promissores. Novos testes clínicos devem ser realizados nos próximos anos antes que o método seja disponibilizado em larga escala.

Avanço científico global


O sucesso da cirurgia reforça o papel de Israel como um dos principais polos mundiais de inovação médica e biotecnológica. A técnica também pode ser aplicada futuramente em outras áreas da medicina, como a impressão de tecidos e órgãos humanos.

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