O ano muda no calendário, mas a vida não se transforma por decreto.
A virada do ano é simbólica: um convite à reflexão, não uma garantia de mudança.
O que precisa ser transformado não está nos números, mas nas decisões que escolhemos sustentar todos os dias.
Entre tantas promessas, há uma mudança silenciosa e profundamente necessária: a decisão de perdoar.
Não como um gesto para o outro, nem como um retorno a relações que feriram.
Perdoar não é reatar, justificar ou esquecer.
Perdoar é um movimento interno.
Não esperamos sentir vontade de perdoar.
A vontade quase nunca vem.
O perdão não nasce da emoção, nasce da escolha.
É uma decisão consciente de não permitir que a mágoa continue ocupando espaço dentro de nós.
Quando perdoamos, soltamos o peso do ressentimento, da raiva que insiste em nos prender ao passado.
Deixamos ir aquilo que já cumpriu seu papel.
Seguimos mais leves.
Mais inteiros.
Mais livres para viver o presente que se inicia — independentemente da data no calendário.
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