O afastamento de Rodrigo Bacellar da presidência da Alerj não o afasta da política.
Ele continua deputado estadual, com mandato, base e articulação.
Tratar um líder político como “morto” por conta de um revés ainda carente de formalidade jurídica é desconhecer como a política real funciona.
É verdade que muitos já viraram as costas.
Isso faz parte do jogo. Mas também é verdade que capital político não evapora de uma hora para outra.
Bacellar construiu, ao longo dos anos, uma das maiores redes de articulação do Estado do Rio de Janeiro, com presença efetiva nos 92 municípios. Esse ativo permanece.
Se houver uma eventual eleição indireta para o governo do Estado, ele pode não estar fisicamente na disputa, mas dificilmente ficará fora dela.
Ao contrário: tende a ser um dos cabos eleitorais mais fortes do processo, exatamente por conhecer o território, os atores e os caminhos da política fluminense.
Na política, como na vida, há os “Pilatos” de todas as siglas — os que se omitem, abandonam e lavam as mãos.
Mas há também os homens gratos, muitos deles apenas aguardando um direcionamento para transformar articulação em movimento.
E quando isso acontece, a virada costuma surpreender quem confundiu silêncio com fraqueza.
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