Antes de acompanhar o desfile da Acadêmicos de Niterói, na noite de domingo (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consultou a equipe jurídica do governo federal para avaliar possíveis riscos eleitorais relacionados à sua presença na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
A Advocacia-Geral da União (AGU) foi acionada para analisar se a ida do chefe do Executivo a um camarote poderia ser interpretada como irregularidade eleitoral.
O entendimento técnico foi de que não houve pedido de voto nem qualquer indício de abuso de poder econômico, o que afastaria eventual ilegalidade.
Com esse diagnóstico, Lula foi autorizado a assistir à apresentação da escola de samba, que levou para a avenida um enredo em sua homenagem. A informação foi divulgada pelo colunista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.
A decisão contou com a participação de ministros do núcleo palaciano, entre eles Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social, e Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, que acompanharam as discussões que antecederam a ida do presidente ao Sambódromo.
Orientação sobre Janja
Durante as reuniões, também houve debate sobre a eventual participação da primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, no desfile.
Embora não tenha sido identificado impedimento jurídico para que ela integrasse a apresentação, a avaliação política foi de que sua presença poderia gerar questionamentos desnecessários.
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