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20/02/2026 19:05 | Colunistas
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por Ivana Andrade

Ansiedade: O mal do século XXI

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A ansiedade é uma resposta natural do nosso organismo diante de situações percebidas como ameaçadoras. Ela faz parte da experiência humana e, em níveis adequados, nos ajuda a agir, planejar e nos proteger. O problema surge quando essa reação se torna intensa, frequente ou desproporcional à realidade, trazendo sofrimento e prejuízos na vida pessoal, profissional e nos relacionamentos.
Estima-se que os transtornos de ansiedade são os problemas de saúde mental mais prevalentes no mundo e atingem milhões de pessoas de diferentes idades. Entre os principais tipos, incluem-se o transtorno de ansiedade generalizada (TAG), o transtorno de pânico, a fobia social e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Emocionalmente, a ansiedade pode se manifestar como preocupação excessiva, sensação constante de que algo ruim vai acontecer, irritabilidade, dificuldade de concentração e medo persistente. Muitas pessoas relatam também pensamentos acelerados e catastróficos. No corpo, os sintomas podem incluir taquicardia, falta de ar, tensão muscular, sudorese, tremores, insônia, desconfortos gastrointestinais e sensação de aperto no peito. É a mente e o corpo funcionando em estado de alerta, como se estivéssemos diante de um perigo real, mesmo quando ele não está presente.
As causas da ansiedade são multifatoriais. Podem envolver predisposição biológica, experiências de vida estressantes, traumas, excesso de responsabilidades, padrões de pensamento rígidos e crenças disfuncionais desenvolvidas ao longo da história pessoal. Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), compreendemos que não são apenas os acontecimentos que geram ansiedade, mas a forma como interpretamos esses acontecimentos. Pensamentos automáticos negativos e interpretações distorcidas da realidade alimentam o ciclo ansioso.
O diagnóstico de um transtorno de ansiedade pode ser feito por um profissional da saúde mental, como médico psiquiátrico ou psicólogo. O tratamento também deverá ser conduzido por estes profissionais, que buscam identificar e modificar esses padrões de pensamento e comportamento, trabalhando o reconhecimento dos pensamentos automáticos, a reestruturação cognitiva, técnicas de respiração, relaxamento e medicações, quando necessário. A pessoa aprende a desenvolver habilidades para lidar com a ansiedade de maneira mais funcional, reduzindo sintomas e recuperando a sensação de controle sobre a própria vida. Ansiedade tem tratamento — e buscar ajuda é um passo de coragem e autocuidado.

Ivana Andrade
Psicóloga especialista em Psicologia Infantil e Psicologia Hospitalar

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